Seu mecânico provavelmente já te alertou sobre o perigo de utilizar água de torneira no radiador, pois isso pode prejudicar componentes do seu veículo, incluindo o trocador de calor e motor. Mas o problema é que a água normal é um vilão silencioso e de longo prazo.
Isso acontece, pois a água da torneira possui o calcário e outros minerais que causam entupimento do sistema e, além disso, existe um agente químico muito mais agressivo: o cloro.
O site UOL reafirma que o manual do proprietário sempre indica o uso de água desmineralizada em conjunto com o aditivo indicado nas proporções corretas.
E, mesmo que você tenha o hábito de completar o fluido de radiador com água de mangueira por poucas vezes, continue a leitura para entender o perigo do cloro no sistema de arrefecimento, principalmente no trocador de calor.
O que é o trocador de calor e como ele pode ser prejudicado pelo cloro?
O trocador de calor é responsável por captar o calor do óleo lubrificante e trocá-lo com o ar ambiente ou o líquido de arrefecimento do radiador, fundamental para o gerenciamento térmico de veículos com câmbio automático.
Esse tipo de sistema exige um resfriador de óleo dedicado para a transmissão, enquanto, nos modelos mais comuns, o óleo do motor é resfriado por um trocador separado. Já em veículos de alto desempenho ou com motores menores, o trocador de calor específico para o óleo é importante para manter a eficiência do sistema de arrefecimento e garantir o melhor desempenho.
Quando há geração de calor pela combustão, esse fluido atinge altas temperaturas, o trocador de calor permite que ele seja dissipado, mantendo o motor em uma temperatura ideal.
Essas peças são feitas de metais com excelente condutividade térmica, com o objetivo de manter a temperatura do veículo, prolongar a vida útil do motor e garantir um melhor desempenho.
Contudo, a sensibilidade ao cloro torna essas peças vulneráveis à corrosão, um problema que, quando detectado, pode ser tarde demais.
Como o cloro destrói o alumínio?
Para o ser humano, o tratamento da água que recebemos em casa é necessário para eliminar microrganismos e torná-la potável, mas para o motor de veículos é um dos maiores perigos.
Afinal, como dito anteriormente, os minerais podem entupir o sistema e o cloro corrói o alumínio, cujo processo ocorre em diferentes etapas.
Quando o alumínio entra em contato com o oxigênio, ele forma uma camada microscópica e altamente resistente chamada óxido de alumínio, e essa camada funciona como um escudo blindado, protegendo o metal abaixo contra a corrosão.
Contudo, os íons de cloro presentes na água de torneira são agressivos e conseguem penetrar e romper quimicamente essa barreira invisível, expondo o alumínio puro ao ambiente corrosivo.
Quando a barreira é rompida, o cloro se instala em pontos específicos, iniciando o processo de corrosão por pites, um tipo de dano que cria furos profundos, porém minúsculos e perigosos, pois, visualmente, é difícil identificá-los por fora, mas está repleta por danos internamente.
Além disso, o cloro aumenta a condutividade elétrica da água e, como o motor do carro é composto por diferentes metais (bloco de ferro ou alumínio, cabeçote, passagens de cobre e aço), a água clorada transforma o sistema de arrefecimento em uma bateria química.
A corrente elétrica flui pelo líquido, acelerando o processo de corrosão galvânica e desgastando o metal mais fraco, geralmente o alumínio do trocador de calor, rapidamente.
As consequências para o trocador de calor
Quando o cloro finalmente consegue perfurar as paredes finas do trocador de calor, os prejuízos são certos, pois ocorrem vazamentos de aditivo, levando à perda de pressão do sistema.
Se o motorista não notar o ponteiro da temperatura subir, o motor sofrerá um superaquecimento, queimando a junta do cabeçote ou até fundindo o bloco e causando um grande prejuízo financeiro.
E, para evitar que o trocador de calor sofra degradação pelo cloro, são necessários cuidados simples:
A boa notícia é que evitar a destruição por cloro é extremamente simples e barato. Basta seguir a receita correta de manutenção:
Utilize apenas água desmineralizada: Essa água passou por processos que removem o cloro, o flúor, o cálcio e qualquer outro mineral condutor ou corrosivo;
Não se esqueça do aditivo de arrefecimento correto: O aditivo contém inibidores de corrosão que protegem os trocadores de calor, impedindo qualquer reação química prejudicial;
Faça a mistura na proporção correta: Caso não encontre o aditivo pronto para o uso, verifique o manual do proprietário e respeite as proporções de aditivo e de água;
Realize manutenções preventivas;
Utilize trocadores de calor Thermoil by Valclei Arrefecimento, que são feitos com material mais resistente e de vida útil maior.
O cloro pode ser bom em algumas situações, mas não no motor do seu carro. Ele pode destruir o trocador de calor aos poucos e por um descuido que deve ser evitado.
E, em caso de troca, confie nas peças para gerenciamento de temperatura da Valclei Arrefecimento para proteger seu veículo de superaquecimento, corrosão e paradas.